São só saudades.. como se fosse pouco

terça-feira, 25 de maio de 2010 às 01:37
Era terça-feira de carnaval, do ano 2004. Lembro como se fosse ontem. O dia estava lindo, o sol queimava e ardia como os dias quentes típicos de verão em Florianópolis.

Eu e meu irmão, na época éramos amigos, fomos para a praia da Barra da Lagoa, ainda de manhã. Passaríamos o dia lá e à noite curtirmos alguma festa de carnaval. Mas não saiu como planejado.

O celular tocou de tarde. Era meu pai. Ele disse com uma voz trêmula, mas querendo passar tranqüilidade. E veio a notícia. Minha mãe havia sido internada no Hospital de Caridade as pressas. Passava mal e a pele estava amarelada. Parecia que tinha sido tingida com tinta. Suspeitavam de hepatite.

Naquele dia ela dormiu no hospital. E no outro também.. e não sei mais quantos ela precisou dormir lá, até diagnosticarem um câncer no fígado.

Foram cirurgias, idas e vindas de hospitais. Sessões de quimioterapia, viagens à Curitiba, melhoras e recaídas. Ganha e perda brusca de peso. Sorrisos e lágrimas. Três anos de luta se passaram e ela se foi em um lindo dia de sol quente de verão, no dia 22 de janeiro de 2007. Se foi como um anjo sereno.

Lá, naquele dia de sol em 2004 que eu iria curtir minha terça-feira de carnaval, mudou completamente o sentido da minha vida, sem ninguém me perguntar ou me preparar.

Hoje me sinto só e cheia. Cheia de saudades e ensinamentos.

Raquel N.: A vida que não pedi a Deus

terça-feira, 17 de novembro de 2009 às 16:00


O relógio marcava 21h30 na noite de uma quinta-feira qualquer do mês de outubro. Estava calor e por isso as poucas pessoas que circulavam o centro da cidade de Florianópolis usavam roupas de verão. Ao subir a escadaria, situada na famosa rua da capital, Francisco Tolentino, na parede mal pintada de branco estava escrito em letras garrafais vermelhas: Proibida a entrada de menores de 18 anos.


Havia pouca luz, algumas mesas de plástico, bancos, uma mesa de bilhar, um bar com uma senhora por de trás do balcão, com os pés cruzados sobre a mesa. Ela fumava um cigarro, que inconscientemente alimentava o vicio. Cláudia é a dona do bar. Havia também uma mulher dormindo no sofá com o edredom que cobria quase toda a cabeça e uma negra com o cabelo cheio de tranças que vestia um curto vestido roxo e dançava freneticamente ao som de um ritmo de funk que saia da junkie box. Assistindo atentamente a TV, que exibia uma novela, estava Babi. No bar, não havia nenhum cliente.


Babi é como é conhecida pelos seus, mas o nome verdadeiro é Raquel N. De pés descalços, cabelos presos, uma regata branca, calça jeans, tatuagens marcadas pelo corpo magro, olhar estreito e tímido e sorriso acanhado, há uma história de 26 anos de vida. São experiências, um livro, uma filha, um pai e um sonho.


Experiências


Parei de estudar na quarta série e não sei fazer contas de matemática muito bem. No entanto, gosto muito de ler, ainda que não tenha tanta intimidade com a ortografia. Quando me sinto só, recorro ao meu diário cor de rosa que escrevo. As palavras são escritas meio desajeitadas, mas dou meus sentimentos a elas que conseguem expressar o que quero.


Babi com seu diário rosa na porta da própria casa

Não sei bem ao certo, mas acho que foi por volta dos 13 anos que conheci as drogas. Gostei. Conheci meu primeiro namorado aos 14, ele era uns dez anos mais velho do que eu. Ele tinha carro, grana e me prometia o mundo. O Alex era um dos maiores traficantes do bairro, mas não era usuário, ele era careta. Até porque se usasse ia gastar tudo que lucrava. Alex alugou um apartamento para mim e quando a gente brigava o meu pai assumia o aluguel. Nossa relação durou um pouco mais de um ano.


O bairro é Lisboa e situa-se na periferia da cidade de São José. A casa é emprestada pela dona do bar. Babi arca somente com as despesas de luz e água. Um portão de ferro enferrujado e pesado com algumas sacolas de lixo apodrecendo debaixo do sol quente ilustra a fachada da casa branca. São dois andares, uma escada de metal que divide os pavimentos e no quarto da Babi há uma estante com alguns livros e uma cama velha e torta em que dorme.



Na sala, tem um sofá, mas sentamos no chão mesmo, junto a Babi que sem censura continuou a contar as próprias experiências e respondia as nossas incansáveis perguntas.



Ziguella era um carinha que eu ficava. Era casado. Ele tinha um quartinho num quintal atrás de uma boca de fumo. Lá era nosso cantinho, até ar condicionado tinha, mas naquela noite, em que eu dormi sozinha e ele voltou para a casa para ficar com a sua mulher e filhos, ele me deixou com uma 38 (arma de fogo). Os policiais chegaram, revistaram tudo e me levaram por porte ilegal de arma. Fiquei presa uns oito meses e ele sumiu. Nem se quer foi me visitar.



Logo conheci o Deja que era “O traficante” do bairro Ipiranga. Ele tinha 47 anos e eu ainda adolescente, tinha 17. Sempre gostei de homens mais velhos e o Deja foi muito importante para mim, porque acho que acabei vendo ele como um pai. Penso que transferi o sentimento que tinha pelo meu “velho” para ele. Ele me deu estabilidade financeira, carinho e afeto durante os três anos que ficamos casados.


No último ano de casamento eu engravidei e quando completou nove meses fui para o hospital fazer trabalho de parto, mas não era hora do bebê nascer. No dia seguinte quando cheguei em casa, os policiais me esperavam com a casa toda bagunçada. Eles haviam achado dez gramas de cocaína escondida.



Fui presa por tráfico de drogas. Até tentei explicar que a droga não era minha, mas não teve jeito, como eu fui a primeira a chegar em casa, eles me levaram em cana, mesmo grávida. Nesse mesmo dia eu dei a luz a minha filha Yasmin. O Deja apareceu só para assinar uns papéis e sumiu.



Desta vez, Babi ficou um ano e nove meses na cadeia. Desse tempo, os seis primeiros meses ela amamentou a filha dentro da penitenciária e depois ela foi entregue para Rosana cuidar (avó do bebê). Nilo é o pai de Babi e ex-marido de Rosana (mãe de Babi). Eles decidiram voltar a dividir o mesmo teto para cuidar da criança. Yayá, como é chamada carinhosamente, só voltou a ver a mãe quando ela saiu da cadeia, um ano e três meses após o nascimento. Ela já andava e falava.



Ela me chama de mamãe. Fico feliz com isso. Tudo o que passo é por ela, mas acho que se não tivessem me tirado a Yaya eu teria dado certo na vida. Teria me animado a mudar, só que meus pais me tiraram ela. Quando eu tinha saído da prisão até tentei fazer um supletivo, me livrar das drogas, sair dessa. Meu pai me disse uma frase nunca esqueço: “Você está deixando de ser filha para ser mãe”. Isso me marcou muito.



Eu não consigo trabalhar no mundo normal. Eu sempre me sinto menos que os outros. Fico pensando que não sou delicada como as outras meninas que sabem conversar sobre diferentes assuntos e estão na faculdade. Eu não tenho assunto. Quando falo alguma coisa só sei falar de “vida louca”. Eu tenho vergonha e parece que não faço parte desse mundo.



Quando saí da prisão, meu pai me ajudou no que pode para eu mudar de vida, sabe?! Ele me dava roupas, comida, iogurte, coisas bacanas. Então eu pensei em dar o mesmo para a minha filha. Sempre quis o melhor para ela e eu precisava de um emprego, mas como não tenho estudos e não podia mais voltar a traficar para não entrar em cana outra vez resolvi entrar para a prostituição. Policial nenhum poderia me levar por isso e nem tomar meu dinheiro.



Com essa idéia de se prostituir, Babi foi pedir ajuda a um amigo. No dia em que se encontrou com Pôbe, que havia sido ex-namorado de sua mãe, ela contou que precisava ganhar dinheiro, mas, deixou claro que não queria mais traficar. Então, Pôbe apresentou uma boate chamada Gota Dourada, que fica no centro de Florianópolis. E foi lá que Babi começou sua nova jornada.



O primeiro programa é como se fosse perder a virgindade. A gente nunca esquece. Eu estava muito nervosa. Fiquei estática num canto. Mas durante a noite um velhinho me chamou. No começo eu não queria ir. Eu tinha que me dar valor né?! Quis fazer uma de difícil e também senti medo. Foi quando a cafetina do bar tinha me dito: “Vai lá! Um velhinho não vai fazer mal algum”. Eu fui e conheci o seu Egídio. Ele era um velhinho que queria fazer um programa comigo, só que nem cobrar direito eu sabia.



Ele me perguntou umas três vezes quanto eu cobrava, mas eu não sabia dar o preço, então a cafetina interferiu e tinha dito que eu cobrava R$ 100. Ele aceitou e lá fui eu prestar serviço. Fiquei com um pouco de nojo no começo. Depois encarei. Ele até tinha me dado R$ 50 a mais por ter sido a minha primeira vez como garota de programa. Naquela noite eu tinha ficado feliz. No primeiro programa, com uma só pessoa eu levei para casa R$ 150. Nem quis atender mais ninguém. Seu Egídio passou a ser meu cliente fixo.



O velhinho adorava presentear Babi. Ele era da roça e sempre levava produtos coloniais para ela. Salame, pão caseiro, queijo, iogurte. Com o dinheiro que passou a faturar na noite, fez com que ela tentasse ter a filha de volta, afinal poderia dar estabilidade a Yayá.

Através desse meu trabalho eu vi que a minha situação financeira tinha melhorado. Eu aluguei uma quitinete e consegui morar com a minha filha. Ela tinha até babá. Só que um dia fui surpreendida. O juiz tirou a minha filha de mim e deu a guarda para a Rosana. Não quis nem me ouvir. A Rosana contou todo o meu passado e eu perdi a minha filhinha.



Eu até tentei uma vez trabalhar serviços mais decentes antes de tirarem a Yasmim de mim. Vendi assinaturas de um jornal e ajudei numa casa de jogos, mas como me dou mal com os números eu não durei muito. Vivia dando troco errado para os clientes.

A prostituta, com os olhos cheios de lágrimas diz que se sente envergonhada pela profissão e principalmente por ter que dizer a filha que trabalha à noite em um bar vendendo cervejas. “Eu não gosto que a minha mãe trabalhe à noite, acho ruim. Eu queria morar com ela, meu pai e minha vó”, disse a menina Yasmim.



Babi, chocada com a própria história que relatava e de certa forma revivia, se rendeu e exclamou: “infelizmente, não sei fazer outra coisa. Eu gostaria de saber fazer, mas não consigo!” Empolgada, de repente ela salta do chão da casa, onde conversamos e corre para o quarto para buscar uma foto da filha e mostrar com orgulho a menina de sete anos de idade.

Essa é minha boneca. Minha filha é minha parceira. Dou a vida por ela. Faço o que for preciso para dar uma vida digna a ela. Para ensinar ser boa gente, boa pessoa.



Os Genitores e uma filha



Nilo e Rosana têm mais duas filhas, além de Babi. Roberta e Renata. Casadas, com filhos vivem vidas diferentes da irmã caçula. Os pais ficaram sabendo da profissão da filha mais nova logo quando ela saiu da cadeia e voltou a usar drogas. Além da própria desconfiança que geralmente alguns pais dizem sentir quando um filho não está bem, eles começaram a perceber atitudes suspeitas, as más companhias e as escolhas que Babi fazia. Foi logo no período em que ela alugou uma quitinete para morar com a filha.


O pai, que nunca achou a vida que ela leva digna, diz tentar tirá-la várias vezes do caminho das drogas. “A gente faz de tudo até hoje, mas ela parece não querer. Soubemos que ela foi morar em boate, tentamos tirar, mas ela voltou. Acha que é bom. Eu só queria que ela ficasse bem. Tivesse estudo, diploma. Que vivesse uma vida digna igual a todos. Isso não é vida para gente”, conta triste.



O pai quando recorda da situação da filha se sente triste, embora tenha se acostumado com a situação atual e analisa o problema da filha de outra forma. “Você se coloca numa posição de frieza. Se eu tiver bem, por mais mal que ela esteja, eu ajudo, mas se não tiver, não tem como eu ajudá-la. Fico sem entender às vezes, mas eu preciso tocar a vida. Dou carinho, dou auxílio, às vezes dinheiro, mas, preciso tocar a minha vida. Talvez um dia ela saia. Tenho fé que ela saia. Hoje eu aceito a condição dela, são circunstâncias da vida”.


Nilo também conta que se sente orgulhoso por ser uma inspiração da filha. ”Pelo menos cumpri o meu dever de pai responsável. Não tenho responsabilidade sobre o que ela faz de errado agora. Ninguém tem. Não tem nada a ver com livre arbítrio. Se tivesse uma solução eu já teria resolvido. Gostaria que ela deixasse tudo isso. Não é coisa boa. É um mundo vicioso. Não é para um ser humano. Nunca vi ninguém se dar bem sendo prostituta. Não tem um por que viver uma vida dessas.”


Enquanto Babi falava sobre as experiências, ela não esqueceu de falar orgulhosamente do pai. Nilo tem sido até hoje sua inspiração.



Rosana, mãe e agora responsável por Yasmin, reage de forma diferente do ex-marido. Por tantas vezes também ter tentado tirar a filha do mundo das drogas e da prostituição, ela não consegue mais encontrar forças para lutar. Disse ter colocado tudo nas mãos de Deus. Num sobrado localizado no bairro Estreito, em Florianópolis, lá vive ela, o ex-marido e Yasmin.


Naquela tarde, a senhora nos recebeu com simpatia em sua casa, juntamente com uma irmã de Babi, a Roberta e a doce Yasmin.


A própria vovó coruja afirmou que a menina tem apenas sete anos, mas com uma mentalidade de dez. A irmã de Babi, disse que a sobrinha sabe de toda a realidade que a irmã vive. “Nós nunca escondemos nada dela. Ela consegue ouvir tudo e acaba ficando por dentro do que está acontecendo com a mãe”. A menina dos olhos cor de mel disse gostar de ir à escola, de aprender sobre os animais, que quer ser veterinária quando crescer e contou que sente saudades da mãe quando ela demora a ir visitá-la.



Quanto às visitas, Rosana disse que tudo é controlado. Ela decide quando Babi pode ou não visitar a neta. Determinou tal regra por causa da condição em que vive. O pai da criança, Deja, voltou ao convívio da criança. Ele também vai visitá-la de vez enquando e passou a ser, segundo afirmou a tia da Yayá, Roberta, um pai mais presente. “Ele tem passado aqui para buscá-la para passar o final de semana com ele. Nós deixamos porque ele parece ter mudado”, pontuou a cuidadosa vovó.


Rosana deixa claro um dos seus sonhos “Eu não quero morrer sem ver a Raquel mudar. Só vou ser feliz no dia em que eu ver a história dela mudada”.


Um livro e um sonho


Algumas pessoas se colocam em situações quase sem saída. Babi tem como o livro da sua vida o intitulado “Christiane F., 13 anos drogada e prostituída”. “Ele conta a história da minha vida, parece que foi escrito para mim”, conta Babi



Alguns dizem que o sonho motiva pessoas a sobreviverem e a mudarem de vida. Pode não ser com todos, mas com Babi esse desejo ainda existe. Ela sonha em ter uma conta em um banco para guardar dinheiro e comprar uma casa. Mesmo com a alegação de não ter conseguido voltar no tempo, ela ainda se permite sonhar em ter um chão para passar o resto da vida.


A aposentadoria também faz parte do sonho. Mesmo com o coração cheio de emoção, por viver o que vive e por talvez não encontrar forças para se libertar do vício do craque, cocaína e da maconha, Babi sonha com um novo dia.

Olhar de Babi

Quero dar certo na vida e ter a minha filha de volta. Não quero nem marido. Só quero estar com a minha filha e quero que ela sinta orgulho de mim.



Anexo – Bastidores de Raquel N.

às 15:55
Perguntamos para alguns amigos se conheciam alguma prostituta e todos negaram. Ligamos para algumas anunciantes de jornal e nenhuma topou. Foi ousado e difícil conseguir a personagem, mas mantemos a perseverança e a coragem.


Fomos então para as ruas do centro de Florianópolis, onde sempre há travestis e prostitutas nas esquinas. Conversamos com duas. Uma topou (Nega Gi) e a outra só pagando o valor de um programa para dar entrevista. Combinamos de voltar no outro dia à noite para conversarmos com a Gi.


Chegando lá, perguntamos para as mulheres que estavam na rua pela Gi e ninguém sabia onde ela estava. Uma delas falou: Sobe lá (no bar), eu sou nova aqui, não conheço ela. Subimos.


Não encontramos a Gi. Perguntamos por ela para a moça que estava de pés descalços, calça jeans e blusa branca atenta à novela que exibia na TV. Era a Babi, que coincidentemente dividia a casa com a Gi. Conversamos com Babi e achamos interessante a história dela. Até então ela não tinha topado dar entrevista. Foi um bate-papo informal. Tentou parar de falar algumas vezes, mas prendemos atenção dela.


Ela comentou que o livro Christiane F. era como se tivesse sido escrito para ela. Foi então, que ao perceber que ela gostava de livros, perguntamos: Não queres ler a tua própria história?
Começamos, de fato, a entrevista. Durante a semana passamos à tarde na casa dela, com ela, fomos à padaria que o pai dela trabalha e marcamos a entrevista com ele. No outro dia à noite, entrevistamos seu Nilo, pedimos o telefone da Rosana e ligamos no dia seguinte de manhã.


Fizemos uma entrevista rápida, pelo telefone mesmo, mas acabamos que à tarde fomos à casa dela, onde entrevistamos a mãe, a irmã e a filha de Babi.


Foi uma reportagem difícil de conseguir o personagem, mas surpreendente, pois foi ao acaso que conhecemos Babi e ela nos recebeu muito bem. Foram dias corridos, ouvindo sofrimento, mágoas, aventuras, vendo lágrimas caírem, e a gente tentando não se perder nas emoções.


O trabalho foi muito válido. É sempre bom estar na rua encontrando boas histórias, seja na periferia ou em bairros nobres, sempre há alguém querendo um ouvido para escutá-lo.


Não sabemos se foi por sorte ou pelo modo com que abordamos os personagens, mas com certeza, foi uma história inesquecível e que a gente torce para que tenha um final feliz. Sem dúvidas, eles merecem.

Texo redigido por Cristini Moritz e Jonathan Resque.

Nas Ondas da Web 2ª Edição

terça-feira, 29 de setembro de 2009 às 08:50
Tema: Orkut e Twitter

Locutores: Cristini Moritz e Jonathan Resque

Produzido por: Cristini Moritz, Eduardo Nascimento, Jonathan Resque e Márcio Goebel

Entrevista exclusiva com o jornalista Caco Barcellos


Nas Ondas da Web 1ª Edição

às 08:32
Tema: Youtube e Myspace

Locutores: Eduardo Nascimento e Jonathan Resque

Produzido por: Cristini Moritz, Eduardo Nascimento, Jonathan Resque e Márcio Goebel

Lixo e Luxo

sexta-feira, 25 de setembro de 2009 às 16:42

Dispensa qualquer auxílio textual. O vídeo fala por si só.

A experiência (vivida por mim)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009 às 23:19
Assim como a Cigana, o Polaco e a Graci, tive que contar com a ajuda climática da cidade para trabalhar em cima da reportagem.. Além do clima, o acordo entre meu estágio, as demais disciplinas da faculdade e um pouco de sorte, para que eu conseguisse estar com os hippies, na rua, experimentando um pouco o sabor da vida deles.

A história de vida de cada personagem, o carinho, a atenção, a igualdade e respeito em que fui tratada foram surpreendentes. A escolha que eles fizeram para as próprias vidas, a maneira de como encarar os dias, as prioridades foi algo fascinante e novo para mim. Uma experiência incrível.

A simplicidade nos materiais e o luxo na criatividade, a humildade dos sentimentos e a surpreendente história, a escolha de levar a vida na rua e o tamanho da cultura são coisas que me atraíram e me deixaram bastante extasiada.
De fato, são pessoas grandiosas e muito sábias.